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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Avaliação processual no ensino de línguas. Quem faz?


O campo de trabalho da Educação, assim como qualquer outro, é frequentemente bombardeado pelo que chamamos de buzz words, ou seja, as palavras do momento que, na maioria das vezes, definem práticas em voga, ou práticas que deveriam estar em voga. É bastante comum, ao ser perguntado sobre suas abordagens avaliativas, o professor responder: “Em nossa escola usamos a abordagem da avaliação processual, ou seja, nosso aluno é constantemente avaliado ao longo de seu aprendizado." Ok, parece ótimo, não? Porém, a pergunta que não quer calar é: quem faz isso de verdade? Como saber se minhas práticas de avaliação refletem de fato os procedimentos que definem uma avaliação processual e qualitativa? Reunimos alguns pontos que podem nos auxiliar a compreender melhor essa abordagem tão essencial em sala de aula e também a não confundir as coisas.

- Avaliação processual também mede o que o aluno sabe – uma das principais metas da prova tradicional é detectar o que o aluno não sabe, os seja, mede as falhas no aprendizado e o pune por isso, quando deveria também celebrar o que foi de fato aprendido por ele. Entretanto, muitas vezes aquilo que o aluno absorveu nem sempre é o que desejamos medir naquele momento. Em uma avaliação processual, o que foi aprendido deve ser mais valorizado do que aquilo que ainda não foi assimilado pelo aluno, pois a ideia é avaliar as etapas do aprendizado, com o objetivo de recompensá-lo por seu sucesso e auxiliá-lo com as dificuldades.

- Avaliação processual refuta a ideia da prova como punição esta ideia tem bastante relação com o tópico acima. Afinal de contas, o professor que oferece como única forma de avaliar uma prova de múltipla escolha está punindo os alunos que possuem mais dificuldades com esse formato. Também cria-se uma expectativa negativa em relação à ideia de ser avaliado, como se isso sempre fosse algo ruim, difícil, feito para punir aqueles que não se encaixam nesse modelo imposto pela escola. A avaliação processual, por outro lado, foca na monitoração do aprendizado e na autonomia. Se meu aluno confiar que meus objetivos são, de fato, ajudá-lo e não puni-lo, a avaliação deixa de ser um fardo para se tornar uma atividade como qualquer outra.

- Avaliação processual nem sempre é qualitativa, mas deveria ser – Avaliação processual significa exatamente avaliar o aprendizado durante o processo, e não ao final dele. Isso significa que o aprendizado não pode ser medido através de uma ou duas provas escritas, que serão somadas e divididas por 2. Essa abordagem, um tanto quantitativa, pode estar presente na vida dos alunos no vestibular, mas não pode determinar, por si só, o quanto o aluno aprendeu. Muito mais justa é a nota que se baseia no acúmulo de diferentes tipos de atividades que reflitam o progresso do aluno em determinado conteúdo.

- Avaliação processual apresenta formas variadasos instrumentos da avaliação processual não possuem, necessariamente, as características de uma prova comum, ou seja, nem sempre o instrumento que utilizamos para avaliar tem “cara” de prova. Você pode utilizar uma atividade na qual o aluno mostrou um bom conhecimento e dedicação, um desenho no qual o aluno expressou com destreza a compreensão de um texto, ou ainda um vídeo de uma apresentação oral na qual o aluno se saiu bem. Todas essas formas de avaliar são válidas, desde que os objetivos estejam claros para todos.

- Avaliação processual de qualidade depende de parâmetros justos e claros para que funcione, não só os professores devem ter em mente seus objetivos com as atividades avaliativas, mas também os alunos devem estar a par desses objetivos. Os alunos precisam saber quais são os parâmetros de avaliação para determinada atividade, ou seja, o que é esperado deles em cada aspecto dessa. Para isso, o professor deve ter os parâmetros bastante claros para si, preparando-os com base em seus objetivos de aprendizado e naquilo que espera dos alunos naquele momento. 

E então? Como podemos incorporar os princípios da avaliação processual em nossa prática como professores de idioma? Conte-nos nos comentários!

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Using visuals to support Language learning - Louise Potter

Words are powerful! I believe we have all felt, at one time or another in our lives, the impact words have on our body and mind! The same goes for images, as they can convey very strong emotions. However, what I like most about images, is that they are straight to the point. Especially when used in a classroom. 

Teachers "are able to reach people much faster, much more efficiently, much more effectively" when they punctuate what they say with images that immediately help students "get the point," Burmark stated. Our students must learn to process both words and pictures. They must be able to move gracefully and fluently between text and images." 

Having said that, I regard imaging and using visuals in a classroom as an engaging and motivating way to get students talking and attempting to interpret an image or a photograph. Images have a greater potential in the classroom. Although they can connect students directly with the meaning of an object or color, they can also inspire students to be more critical, to make them analyse a situation, to debate about whether the image is demonstrating happiness or sadness or simply let them have a good laugh. 

Our students live in the digital age. They are constantly bombarded by images by all their social medias. Presently, teachers are able to get the message over better to teenagers by using images than by simply using words. Some say we are hindering their development by stimulating them visually. I look at it as a way to connect to students and use all their potential in order for them to express themselves verbally. By using visuals (which does not only have to be images), and having students interpret images, they are using other parts of their brain which must also be stimulated. 

As Burmark stated above, “students must be able to move gracefully and fluently between text and images."

Why can visuals help our students? 

We know as a fact that most of our students are visual learners. Furthermore, visuals are not only related to pictures. We can use graphic organizers, flashcards, comic strips, charts, videos and so many other tools. Some of these tools help students clarify and structure their thoughts, connect, brainstorm and classify information (mind maps), link information to prior knowledge (K-W-L Charts), compare information,(Venn diagrams), and enhance their creativity and connect them to authentic material (comic strips)

To know more about how to use visuals in the classroom, click here and take our online course: Beyond the Course Book.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Ensinando estratégias de leitura e de escuta em língua estrangeira

 

O que são estratégias? 

Estratégias são formas que utilizamos para fazer alguma coisa da melhor maneira possível, ou seja, o caminho mais adequado a seguir para chegar a algum objetivo. No caso das estratégias de leitura e de escuta, elas são as formas que o leitor ou interlocutor se utiliza para a compreensão de um texto. 

Por que devemos ensinar estratégias de leitura e auditivas para nossos alunos? 

Nosso objetivo principal como professores é formar leitores e ouvintes autônomos, críticos e reflexivos, que são capazes de ler ou ouvir um texto de forma inteligente e independente. Ensiná-los estratégias de aprendizagem é a melhor maneira que fazer com que eles aprendam por si mesmos e que tenham a capacidade de ler qualquer texto. 

Devemos ensinar todas as estratégias? 

Sim, devemos apresentar o máximo de estratégias para que o aluno possa escolher qual melhor se adapta à sua realidade e seu modo de estudar. As estratégias são diversas e os professores devem levar em conta as diferentes inteligências dos alunos e deixá-los escolher. É importante também que o professor ensine seus alunos a buscarem e criarem suas próprias estratégias de aprendizado, o que gera autonomia no aluno. Ao abandonar o uso de estratégias, as leituras podem se tornar difíceis, monótonas e cansativas. A compreensão oral e escrita podem ser bastante prejudicadas quando não há o uso de estratégias. Leffa (1996) ilustra muito bem a importância das estratégias de leitura: 

"...o que o leitor processa da página escrita é o mínimo necessário para confirmar ou rejeitar hipóteses. Os olhos não vêem o que realmente está escrito na página, mas apenas determinadas informações pedidas pelo cérebro. A compreensão não começa pelo que está na frente dos olhos, mas pelo que está atrás deles."(Leffa, 1996, p. 14). 

Quais são as estratégias existentes? 

Previsão: Usando essa estratégia, o leitor prevê e antecipa o que ainda está por vir. Ele pode se basear tanto nos fatos do texto como nas informações inferidas. 

Inferência: após a leitura do título ou a identificação das ilustrações, o leitor chega a uma conclusão sobre o tópico do texto. A inferência permite ao leitor “construir novas proposições a partir de outras já dadas”. (Marcuschi, 1984, p.25) 

Identificação do gênero: um aspecto muito importante para trabalhar com os alunos. Definir que tipo de texto é, onde podemos encontrá-lo, quais são as características típicas desse gênero, sua estrutura, etc. 

Resgate dos conhecimentos prévios: Antes de iniciar qualquer leitura ou ouvir qualquer argumentação, é de extrema importância debater o que se sabe a respeito do tópico a ser lido (ou ouvido). 

Explorar figuras e títulos: Essa estratégia faz com que a leitura se torne muito mais acessível ao cérebro, ajudando na compreensão do texto. 

Identificação de fatores chave: Ao fazer uma leitura rápida do texto com objetivos de encontrar palavras e acontecimentos chave, o leitor já consegue ter uma visão geral do objetivo da tarefa. 

Formulação de hipóteses: É uma estratégia excelente para se usar após uma leitura para desenvolver o pensamento crítico dos alunos. 

Representação visual dos acontecimentos: Para alunos que são estritamente visuais, essa estratégia também auxilia na memorização da sequência de acontecimentos. 

Resumo: pedir para o aluno recontar o que leu com seu próprio vocabulário faz com que ele reflita e faça uma análise crítica a respeito do texto. 

O uso de estratégias produz gosto pela leitura. O desenvolvimento de estratégias por parte do aluno é uma das principais metas dos professores de idiomas. Portanto, usá-las com frequência e colocá-las como parte de suas aulas com certeza vai incentivar seus alunos a buscarem suas próprias estratégias.