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terça-feira, 12 de julho de 2016

Are teacher trainers really necessary?

(Louise Emma Potter)

When I first became a language teacher, in the 1980s, not much thought was put into the theory that underlies what it is to be or become a teacher. I was very intuitive, my students seemed to enjoy my classes, were very participative and, most important of all, they were learning the language. I was hard working and extremely committed to my job. At that time, I could not see the necessity of having a theoretical background for my classroom practice. I had the course book, I was creative, I spoke the language fluently, I planned my classes carefully. Intuition was my guidance.

Nearly 30 years have gone by.

Ironically, teacher training has become my life. If I had known then what I know now, I believe my students would have become much better learners and speakers of the foreign language they were attempting to learn.

As Russell and Munby (1991, p. 164) point out: “Ask any teacher or professor, ‘How did you learn to teach?’ As likely as not, the response will be ‘by teaching’ or ‘by experience’, and little more will follow, as though the answer were obvious and unproblematic. While there is an implicit acknowledgement that actions and performances can be learned through or by experience, there is little understanding of how this comes about.”
The premise that teaching ability is something innate is very mistaken. Some people are born to be teachers. We have all met someone who cannot be seen, other than inside a classroom. On the other hand, most of the teachers we encounter in our education system are ones who have a university degree in Education, have been teaching ever since, however, need help to make that jump from being an ordinary teacher to a great one.

Teaching can and should be taught. Not only during the university courses, but throughout the whole career. When teachers adventure out to teach their first class coming fresh out of their university courses, they are able to put into practice a little of what they learned and a lot of it they pick up on the job, from their own experience. After a few years, they learn how to pull the strings so that the students learn what they are supposed to learn in that year. However, after some time, teachers tend to settle down into a comfort zone of underestimating what our students are able to learn.

Teaching can and should be taught. Teaching is an extremely complex profession, dealing with many different skills that need to be mastered, not only by the knowledge of theories, but also by being guided through by trainers with pedagogical methods, self- assessment sessions, classroom observation, guidance and view. There is no such thing as a bad teacher. I would say there is a lack of interest by many schools who are neglecting their most important students: their teachers.

Teaching can and should be taught. As teachers, our main objective is not to teach students a certain content, but teach them how to learn that certain content. In order to do so, different aspects of teaching must be taken into consideration: pedagogical content knowledge, collaborative work, knowledge of multiple intelligences, classroom management, theories of teaching and learning, reflective teaching, feedback sessions and many more. How is a teacher able to do all this without guidance and training on a daily basis?

With the advent of technology, so much more can be done for our students, and even more for the teachers. To be a teacher means to never stop learning and it makes it so much easier if you have someone to guide you on this exciting path of constant research.

Are teacher trainers really necessary? Yes! Definetely. Big changes are needed in schools. Classroom observations with critical and constructive feedbacks, teachers with clear goals and procedures on how to reach that goal, teachers encouraging students to think critically, teachers with clear classroom management and instructional skills. We have a long way to go!




terça-feira, 8 de março de 2016

Diferentes formas de se trabalhar em grupos na sala de aula.


Sabemos da importância de trabalhar com diferentes formatos na sala de aula para que tenhamos ritmos diferentes e instigar e motivar nossos alunos. Um desses formatos é desenvolver pequenos projetos em grupos menores. Mas qual deve ser o tamanho desses grupos? Isso depende muito do número de alunos que você possui em sua sala de aula. Depende também do tempo que você tem disponível, do espaço físico de sua sala e da natureza do seu projeto.

Seguem abaixo algumas sugestões interessantes:


 

Buzz groups

 
Número de alunos: indeterminado
Duração: 3-10 minutos
Espaço físico: sem limitação
Objetivo: impulsionar ideias/respostas, estimular o interesse do aluno, auxiliar o aluno no entendimento de uma ideia.
Descrição: Esse formato de grupo faz com que os alunos se engajem em discussões pequenas e informais, normalmente respondendo a uma pergunta. Em um dado momento de sua aula, peça que os alunos procurem de 1 a 3 colegas para discutirem qualquer dificuldade que eles estejam tendo, responderem a certa pergunta, definirem e darem exemplos sobre um conceito apresentado, ou ainda especularem o que irá acontecer no próximo momento da aula.

 

Think-pair-share

Número de alunos: indeterminado
Duração: 5-10 minutos
Espaço físico: sem limitação
Objetivo: impulsionar ideias, aumentar a confiança do aluno em suas respostas, encorajar participação.
Descrição: Essa estratégia possui três etapas distintas: primeiro, o aluno pensa individualmente a respeito de uma determinada questão. Em seguida, o aluno senta-se com um colega e compara suas ideias. Finalmente, eles abrem a discussão e compartilham suas ideias com a classe toda.


Circle of Voices

Número de alunos: indeterminado
Duração: 10-20 minutos
Espaço físico: cadeiras que possam ser mudadas de lugar.
Objetivo: impulsionar ideias, desenvolver estratégias auditivas, incentivar a participação de alunos e equalizar o ambiente de aprendizagem.
Descrição: Essa técnica consiste em cada aluno ter seu momento para falar. Os alunos formam círculos de quatro ou cinco membros. Dê um tópico a cada aluno e permita que ele desenvolva uma ideia a respeito do tópico por alguns minutos. Em seguida, a discussão deve se iniciar, sendo que cada aluno do círculo tem até 3 minutos (estipule um tempo), sem interrupções, para falar. Durante esse tempo, ninguém pode dizer nada. Após todos os participantes terem exposto suas ideias, os alunos devem discutir nos pequenos subgrupos a respeito da fala de um dos integrantes. Os alunos não devem discutir sobre o seu tópico, mas sim sobre o tópico do outro.


Rotating trios

Número de alunos: 15-30
Duração: no mínimo 10 minutos
Espaço físico: um espaço maior onde as cadeiras também possam ser mudadas de lugar.
Objetivo: apresentar os alunos aos seus colegas e impulsionar ideias.
Descrição: Essa estratégia consiste dos alunos discutirem tópicos alternando-se em diferentes trios. Prepare as perguntas antes da aula. Na sala de aula, agrupe os alunos em trios, que devem estar em forma de um grande círculo formado pelos trios. Dê aos trios uma pergunta e peça que cada membro do trio a responda. Em seguida, peça aos membros de cada trio que se numerem com os números 1, 2 e 3. Peça ao número 1 de cada trio que se desloque para o grupo do deu lado esquerdo. Peça ao número 2 de cada trio que se desloque para o trio do seu lado direito. O aluno de número 3 fica onde está. Assim, será formado um novo trio. Agora dê novamente outra pergunta com um nível de dificuldade um pouco maior. Continue com a rotação dos trios e introduzindo novas perguntas.


Snowball groups/pyramids


Número de alunos: 12-50
Duração: 15-20 minutos
Espaço físico: cadeiras que podem ser mudadas de lugar.
Objetivo: impulsionar e desenvolver estratégias de tomadas de decisão
Descrição: Usando essa técnica, os alunos primeiro trabalham individualmente, em seguida em pares e depois em quarteto, etc. Na maioria dos casos, após o trabalho em quarteto, o projeto é encerrado com a classe toda. Certifique-se de ter questões interessantes, significativas e não repetidas para não permitir que os alunos percam a motivação. Por exemplo: peça aos alunos que façam perguntas a respeito do tópico discutido em sala de aula. Em pares, eles devem tentar responder à pergunta do outro; em grupos de quatro, ele devem tentar responder às perguntas que não foram respondidas, ou procurar um ponto de controvérsia dos pares. Na sala como um todo, um representante de cada grupo reporta suas conclusões para a classe.


Jigsaw


Número de alunos: 10-50
Duração: no mínimo 20 minutos
Espaço físico: Espaço amplo
Objetivo: aprender conceitos com maior profundidade, desenvolver senso de equipe no qual alunos ensinam alunos
Descrição: Essa estratégia transforma o aluno em um expert em algum aspecto de determinado tópico para depois compartilhar seu conhecimento com o outro. Divida o tópico em partes. Forme 3 a 5 subgrupos a dê a cada subgrupo uma parte diferente do tópico. O objetivo de cada subgrupo é desenvolver essa parte do tópico e se especializar nesse assunto através de brainstorming, desenvolvendo ideias e se possível, pesquisa. Ao terminar a discussão, reorganize os grupos para que cada grupo tenha com um membro de cada especialidade. Em seguida, os alunos desse novo grupo devem compartilhar suas ideias, formando assim o tópico por completo. Uma forma mais visível de dividir o tópico para os alunos é distribuir os subtópicos em folhas de cores diferentes. No primeiro estágio, os grupos são compostos de alunos com as folhas de mesma cor; para o segundo estágio, cada membro deverá ter uma folha de cor diferente.


Fishbowl


Número de alunos: 10-50
Duração: no mínimo 15 minutos
Espaço físico: espaço amplo
Objetivo: observar interação entre grupos, prover oportunidade para análise.
Descrição: Essa estratégia desenvolve oportunidades de observação onde um grupo irá observar o outro. O primeiro grupo forma um círculo e discute um tópico ou desenvolve um diálogo. O segundo grupo forma um círculo ao redor do primeiro grupo. Esse grupo deverá observar como esse grupo participa entre si, analisar seu funcionamento, ou somente observar e analisar a tarefa a ser cumprida.


Learning Teams


Número de alunos: indeterminado
Duração: indeterminada
Espaço físico: sem limitação
Objetivo: intensificar relacionamentos entre os alunos, aumentar a confiança em participar de projetos.
Descrição: Os alunos são divididos em grupos no início do semestre. Nos momentos durante os quais você for desenvolver atividades em pequenos grupos ou equipes, os alunos devem recorrer aos grupos formados no início do semestre. Grupos de quatro membros são interessantes, pois podem ser subdivididos em pares, se necessário. 



Referências Bibliográficas:


Brookfield, S.D., & Preskill, S. (1999). Discussion as a Way of Teaching: Tools and Techniques for Democratic Classrooms. San Francisco: Jossey-Bass Publishers. Habeshaw, S., Habeshaw, T., & Gibbs, G. (1984). 53 Interesting Things to Do in Your Seminars & Tutorials. Bristol: Technical and Educational Services Ltd.
Jaques, D. (2000). Learning in Groups: A Handbook for Improving Group Work, 3rd ed. London: Kogan Page.
Johnson, D. W., Johnson, R. T., and Smith, K. A. (1991).Cooperative Learning: Increasing College Faculty Instructional Productivity. ASHE-ERIC Higher Education Report No.4. Washington, D.C.: School of Education and Human Development, George Washington University.
Race, P. (2000). 500 Tips on Group Learning. London: Kogan Page. Silberman, M. (1996). Active Learning: 101 Strategies to Teach Any Subject. Boston: Allyn and Bacon.
Slavin, R. E. (1995). Cooperative Learning: Theory, Research, and Practice, 2nd ed. Boston: Allyn and Bacon.


(Adaptado e traduzido de: https://uwaterloo.ca/)